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ASSOALHO PÉLVICO

Você sabe o que é períneo?

Você sabe onde fica o seu períneo?

 

O períneo, conhecido também como assoalho pélvico, é formado por músculos, ligamentos e nervos que localizam-se na pelve, onde encontramos também os órgãos como bexiga, útero e reto. Ele é formado por 13 músculos, sendo os principais o elevador do anus, isquiocavernoso e bulboesponjoso.

As funções desses músculos são sustentar os órgãos pélvicos como se fosse uma cama elástica, manter a continência urinária e fecal e manter a função sexual. Essa musculatura pode ficar fraca ou sofrer lesões e quando isso ocorre, o resultado pode ser uma incontinência urinária, incontinência de fezes ou flatos, disfunções sexuais e prolapsos vaginais, como a bexiga caída.

O enfraquecimento do períneo pode ocorrer por vários motivos durante a vida da mulher e o envelhecimento pode ser um fator decisivo, devido a menopausa onde ocorre a queda brusca do estrogênio, que é um hormônio que ajuda a manter o tônus muscular.  Além disso, todas as situações que aumentam a pressão dentro do abdômen, como tossir, espirrar, levantar objetos pesados e praticar esportes de impacto, sobrecarregam os músculos do assoalho pélvico, o que pode levar a fraqueza dos mesmos e sem força para suportar todas essas pressões e cargas, gera a perda da sua função. Na gestação, o peso do bebê e da placenta aumentam a sobrecarga na pelve e exigem maior sustentação do períneo. O número de gestações, a obesidade, a constipação intestinal, fatores genéticos e a própria falta de costume de exercitar o períneo, também podem explicar a perda de resistência e força desses músculos.

Para evitar todos esses transtornos, devemos fortalecer o assoalho pélvico o quanto antes. Os exercícios devem ser focados no ganho de força, coordenação e resistência. O ideal é procurar um fisioterapeuta especialista na área de uroginecologia, o qual poderá orientar a melhor forma de realizar os exercícios de acordo com a necessidade de cada um. Se realizados de maneira incorreta, podem ser prejudiciais, causar efeito contrário e até intensificar a disfunção.

E essa avaliação fisioterapêutica é importante porque muitas vezes as tensões em outras áreas do nosso corpo ou até a fraqueza do abdomen e alteração na articulação do quadril podem levar a fadiga dos músculos do assoalho pélvico, pois terão que compensar esse desequilíbrio para a sustentação corporal. Ele deve ser exercitado e ter a atenção tanto quanto temos com os músculos de outras áreas do corpo. Procure um fisioterapeuta especialista em uroginecologia!

 

Fisioterapeuta Marcela Soares

ma.soares.silveira@gmail.com

Fisioterapeuta Deborah Yamamoto

deborahmyamamoto@gmail.com

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